Mecanismo
- A interleucina-2 (IL-2) é uma citocina que estimula a proliferação e ativação de linfócitos T e células NK.
- Promove a resposta imunológica antitumoral, favorecendo a destruição de células malignas.
- A administração intralesional concentra o efeito no local tumoral, reduzindo toxicidade sistémica.
Dosagem e posologia
- Utiliza-se IL-2 recombinante humana (Proleukin®).
- Administração intralesional, habitualmente 2 vezes por semana.
- Dose ajustada ao número e tamanho das lesões:
- Entre 3–18 milhões de unidades por sessão.
- Espanha: 3UI/mL
- Injeção direta em cada lesão cutânea ou subcutânea acessível.
- Tratamento mantido até resposta completa ou ausência de benefício.
Indicações
- Metástases cutâneas em trânsito ou satelitosis de melanoma.
- Doentes sem metástases viscerais disseminadas.
- Alternativa em doentes não candidatos a cirurgia ou com múltiplas lesões cutâneas acessíveis.
Efeitos adversos
- Geralmente ligeiros a moderados (grau 1–2):
- Síndrome pseudogripal (febre, mal-estar, mialgias).
- Dor ou eritema local.
- Fadiga.
- Mais raros: vitiligo (observado em alguns casos, possivelmente associado a melhor resposta).
- Muito menos toxicidade sistémica do que com IL-2 intravenosa em altas doses.
Eficácia
- Resposta quase completa (≈96%) em lesões cutâneas <2 cm.
- Resposta parcial em algumas lesões subcutâneas maiores.
- Falha terapêutica muito rara (≈0,4% das lesões na série publicada).
- Alguns doentes mantêm resposta duradoura; outros desenvolvem progressão visceral (o tratamento é local, não sistémico).
- Evidência atual: séries pequenas, mas resultados consistentes de elevada eficácia local e boa tolerabilidade.