História
- Termo “parapsoríase” introduzido por Brocq em 1902
Termo chapéu para patologias que macroscopicamente parecem psoríase
- Em gotas, já não se usa o nome, igual a pitiriase liquenoide crónica
- Em pequenas placas - chronic superficial squaly desmatosis ou digitiform dermatosis
- Localização: mais típica em áreas escondidas
- Em grandes placas
- Em frança existe o termo e pode degenerar em micose fungóide
- Em Inglaterra e Alemanha o termo não existe e diz-se micose fungóide em estádio inicial
Epidemiologia:
- Pico na 5a década de vida (pode ocorrer em qualquer idade)
- Homem>Mulher 3:1
Etiologia desconhecida
- Alguns casos de parapsoríase eventualmente progridem em micose fungóide
- Baixo risco se pequenas placas
- Risco 10-35% em 6-10 anos se grandes placas
Apresentação clínica
- Patches (manchas, não placas! - apesar de se chamar placas) redondas a ovaladas, rosa, com escama fina esbranquiçada assintomáticas ou discretamente pruríticas
- Pequenas placas: <5cm
- Podem ser digitiformes
- Grandes placas
- Location in sun-protected sites
- Podem ter aparência poiquilodérmica
- Poikiloderma vasculare atrophicans: atrophic, telangiectasias, hyper and hypopigmentation
Anatomia patológica
- Pequenas placas: dermatite espongiotica com paraqueratose
- Grandes placas: muito similar a micose fungoide em estadio inicial com linfócitos atípicos (apesar de não ter critérios suficientes para fazer o diagnóstico de micose fungoide)
- Pode ter atrofia epidérmica, telangiectasias, incontinência de pigmento
Tratamento
- Conservador
- Semelhantes à psoríase: corticoides tópicos, alcatrão mineral
- Semelhantes a MF: mecloretamina, carmustina, bexaroteno
- Fototerapia (nbUVB, PUVA, UVA1)
- Antihistamínicos para o prurido
- Parapsoríase em pequenas placas - risco de progressão baixo, <10%, dar alta e pedir consulta de dermatologia no médico de família se progredir
- Parapsoríase em grandes placas - risco de progressão maior, seguir com consulta anual